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IGUALDADE

 
 
por M.Miquelina Lopes 
 
IGUALDADE 
 
“Um homem só tem o direito de olhar outro homem de cima para baixo quando o está a ajudar a levantar-se.” 
Gabriel Garcia Márquez 
 
Todos somos iguais. Altos, baixos, gordos, magros, ricos, pobres, inteligentes ou estúpidos, todos somos iguais. E o nosso olhar deve ser um só – em frente. 
 
Em frente, olhos nos olhos. 
 
Nenhum é mais que outro, portanto não deve olhar de cima para baixo, porque é arrogância. Nenhum é menos que outro, portanto não deve olhar de baixo para cima, poque é subserviência. 
 
A igualdade entre os homens é o grande problema deste mundo. Se fôssemos e nos sentissemos todos iguais não havia disparidade, nem desigualdades sociais. 
 
O rico não olhava o pobre com desprezo, porque a riqueza exterior calhou-lhe em sorte. O pobre não suplicava ao rico porque não lhe é inferior. Calhou-lhe essa sorte. Mas é por causa desta disparidade que há discussões, desentendimentos, injustiças sociais e guerra. 
 
Se o homem olhasse o outro homem sempre em frente, olhos nos olhos, não poderia sentir complexos de superioridade ou inferioridade. Teria que reconhecer que o outro é igual, humano, com deveres e direitos e não se atreveria a contrapor nada. 
 
Mas olhar de cima, com arrogância, é fraqueza. “Sou superior, sou mais rico, conto mais na sociedade do que tu” – isto é sinal de uma enorme fraqueza que se apoia no dinheiro ou nas influências sociais para ter poder. 
 
Olhar de baixo, sentindo-se inferior, é dependência e nenhum homem tem o dever de ser dependente de outro. Os deveres e os direitos de ambos são iguais. 
 
Um homem só deve olhar de cima para baixo para outro homem se o está a ajudar a levantar-se . 
Isto é solidariedade, caridade no sentido mais puro da palavra. Todos precisamos de todos. Se um caiu, precisa de ajuda, precisa de outro para lhe dar uma mão e o auxiliar. 
 
Esse olhar de cima para baixo é solidário, amigo, enquanto que o olhar de baixo para cima é de agradecimento. A inter-ajuda é essencial e fundamental na vida. 
 
Mas cada um vive na sua redoma, reconhecendo que tem direitos, mas negando que tem deveres. Aliás, olhar de frente, como irmãos, não é direito nem dever, é igualdade. 
 
Hoje preciso eu de alguém que me deite a mão, me olhe de cima para me ajudar a levantar. 
 
Amanhã sou eu a ajudar outro homem porque, pontualmente, ele precisa mais e eu posso fazê-lo. 
 
Se a trilogia da Revolução Francesa fosse exercida, este mundo era um oásis de paz. Liberdade, Igualdade, Fraternidade. 
 
Deveriamos todos viver em Liberdade, práticamente todos a Igualdade e sentirmos uns pelos outros Fraternidade. 
É utópico? É, porque o homem não quer ser justo. Parece que só se sente bem praticando a injustiça que é a origem de todos os males.// 
 

Colocada em 08-03-2013 23:32:51
Reflexões Coragem

 
 
Coragem 
 
por M.Miquelina Lopes 
 
“Faz poucos propósitos. Faz propósitos concretos. E cumpre-os, com a ajuda de Deus”. 
 
“A tua vida interior deve ser isso precisamente: começar… e recomeçar”. 
Josemaria Escrivá, Caminho 
 
Diz o povo que “de boas intenções está o inferno cheio”. 
 
Fazemos muitos propósitos, temos muito boas intenções, “logo hei-de fazer isto, amanhã vou acabar aquilo”, mas, depois, o tempo passa e não vamos fazendo nada. Adiamos o cumprimento das nossas obrigações por preguiça ou por desleixo. 
 
Ora o que devemos fazer são poucos propósitos. Pouco e bem. Sobretudo propósitos concretos. Nada de intenções que não têm base nem condições para serem cumpridas. 
 
“Muito e bem, há pouco quem”, diz o povo. O que interessa é “pouco, mas bem”. 
Se fizermos um propósito de cada vez, o definirmos e o concretizarmos, com a ajuda de Deus, podemo-nos ir modificando. 
 
Falhamos? Ora aqui entra em linha de conta o “começar… e recomeçar”. 
 
Ninguém é perfeito. Falhamos mais interiormente do que temos vitórias. Mas o começar não nos pode desanimar se não for à primeira. Há que recomeçar. Há que ter a coragem de recomeçar. Às vezes não apetece nada. Mais vale ficar no bem-bom do que estar a esforçar-me. Dá trabalho, exige persistência, exige coragem. 
Podíamos fazer uma meia dúzia de propósitos, um pequeno código de vida: 
1-Tenho de ter coragem para fazer um projecto, só um de cada vez, e cumpri-lo. 
2-Tenho de ter coragem para não adiar mais o que anda para ser feito e nunca mais é. 
3-Tenho de ter coragem para não ser preguiçoso e dispor-me ao trabalho com afinco. 
4-Tenho de ter coragem para não acumular propósitos julgando que assim vou lá. Assim não vou a lado nenhum. 
5-Tenho de ter coragem para começar e não desanimar logo de seguida. 
6-Tenho de ter coragem para recomeçar se, por acaso, falhei ou perdi a esperança. 
 
E tudo com a ajuda de Deus. 
 
Podíamos Reflectir se temos tido essa coragem. 
 
M. Miquelina Lopes
Colocada em 07-07-2011 00:35:22
Reflexões

 
 
UM MINUTO 
 
por M.Miquelina Lopes 
 
Um minuto são sessenta segundos da nossa vida, uma insignificância no total das vinte e quatro horas do dia. 
 
Ouvi em França uma canção ao vivo, cujo tema se baseava nesta frase “Um minuto por dia para olhar o céu“. 
 
À primeira vista pouco significado tem. Um minuto por dia, tão pouco! Para olhar o céu, para quê? 
 
Mas é essencial parar um minuto por dia e olhar o céu. 
 
Olhar o céu é fundamental. Quanta coisa se descobre logo à primeira vista. É o azul de um céu limpo, é o cinzento de um nevoeiro, são sobretudo as nuvens e as suas formas continuamente a mudar, formas que aparecem e se desfazem e que precisam de ser olhadas. 
 
Se calhar, nem temos pensado nisto. Parar para olhar o céu, que disparate! Tenho tanto que fazer! 
 
Mas olhar o céu não é só observar a sua beleza, as formas das nuvens, o além. É parar na azáfama, é deixar de olhar para baixo onde só se vê desgraça e miséria, é sair deste ram-ram da vida que não nos deixa ir mais longe. 
 
Há estrelas num céu azul quase negro que brilham e nos iluminam. Há uma lua que nos dá um luar branco, calmante. Há uma saida de nós para observar a natureza, para equilibrar os problemas, para sair da concha em que vivemos. Há que pensar noutras coisas, num Além que existe e que se convencionou que é para lá do céu, há outra vida em que devemos pensar e não só nesta. 
 
Mas, para isso, é preciso um minuto por dia para olhar o céu. 
 
Convenhamos que temos sempre tempo para arranjar esse minuto e que o vamos dedicar a olhar o céu. Queiramos ou não, se conseguirmos fazer isso, a vida passa a ter outro sentido. 
 
Mas até para um simples minuto é preciso coragem e persistência para o arranjar. Se o fizermos todos os dias, se esse gesto entrar na rotina do dia a dia, vamos reparar que, a pouco e pouco, o pouquinho de reflexão que fizermos nos vai transformando e nos vai dando, não só coragem para continuarmos o minuto seguinte, como também vai mudando o nosso “eu“. 
 
Um minuto na vida! 
 
Tanta coisa que se muda num minuto. Em segundos, nem é preciso um minuto, um abalo sismico deita por terra uma cidade, reduz tudo a escombros. Esse é talvez um dos piores minutos da vida. 
 
Num minuto, ele e ela resolvem que querem caminhar juntos na vida e dão-se um sim de fidelidade. Está construida uma família. 
 
Mas, também num minuto, ele ou ela resolve dizer que tudo acabou, que não há mais sentimentos, e tudo se desmorona. É uma vida a dois que finda e com gravissimas consequências. 
 
Num minuto, toca o telefone a dar-nos a noticia da morte de alguém muito chegado. E a rotina do dia a dia altera-se toda. O que era para ser feito, já não é, o que devia continuar, parou e mudou de rumo. 
 
Num minuto recebemos uma grande alegria quando um filho telefona a dar a noticia da formatura ou do emprego arranjado. 
 
Um minuto na vida parece tão insignificante! 
 
No entanto, é num minuto que a vida se transforma, que as coisas se alteram. 
 
Precisamos de dar muito valor a um minuto. Estamos aqui. Daqui a um minuto tudo pode ter acabado. E perdemos tanto tempo sem olhar o céu! 
 
Arranjemos também um minuto para Reflectir. 
 
M.Miquelina Lopes 

Colocada em 26-03-2010 00:56:16
A Guerra e a Paz

 
 
Somos nós quem a faz! 
 
por Margarida Couto F. Lima 
 
 
Em alguns pontos do planeta a morte cerca os inocentes… 
As novas gerações temem o desemprego… 
Os cidadãos do mundo, através dos seus gestores, não conseguem consensos cruciais… 
Os interesses de cada um imperam acima do bem comum, pois a sociedade avançada, cultural e cientificamente, como é a nossa tende _ dado interesses empresariais e falsamente religiosos _ a esquecer o essencial da ética e dos valores da pacificação. 
 
Mas, na verdade, o mundo que Deus entregou à liberdade do Homem foi um mundo de respeito pela Natureza e um mundo de paz e amor entre os Homens. 
 
É neste princípio que eu gosto de viver e, para tal, tento esquecer os bocados maus passados na vida e lembro com saudade imensa a beleza incomparável da terra em que nasci: O perfume inebriante do café em flor, as matas e as águas abundantes de braços abertos aos animais e homens que as habitavam, os amigos inesquecíveis que por lá deixei! 
 
Estou, por isso, orgulhosa que Angola, que também é minha, se desenvolva em paz e progresso e tenha levado a cabo o encontro futebolístico dos clubes africanos… (lembra-me quando ia com o clube da minha terra, o Recreativo do Uíge, até Cabinda para jogar com o clube local…) 
 
O Football _ que é o símbolo da educação para o convívio e bom relacionamento! 
Infelizmente, para alguns homens de “má vontade” isso significou guerra e morte, numa imagem lamentável do ódio que nos rodeia… esquecendo que na luta pelos direitos humanos tem que haver respeito pela vida humana.  
E, sendo a Terra uma “casa comum” _ como diz o ilustre professor Adriano Moreira _ então tente-se caminhar no sentido de uma humanidade cooperante na resolução de problemas comuns… 
 
Porém, como diz o sábio professor Universitário J. César das Neves: “ O único real obstáculo à felicidade do Homem é o desânimo”. 
 
Assim, não desanimemos… Lutemos, todos juntos, pelo bem comum! 
Sigamos a mensagem de Deus! 
 
(Porque Guerra e Paz somos nós quem a faz!) 
 
         Margarida Couto F. Lima 
 
Espinho, 13 de Fevereiro de 2010. 

Colocada em 26-03-2010 00:51:47
Hoje e Amanhã

 
 
por M.Miquelina Lopes 
 
Vive o dia de hoje como se fosse o último da tua vida 
Prepara o futuro como se vivesses longos anos
 
 
É um paradoxo? Aparentemente é. 
É inconciliável? Também parece. 
Mas não é. 
 
Vamos Reflectir um pouco sobre isto. 
 
Se soubéssemos que hoje era o último dia da nossa vida, as reacções talvez fossem tantas quantas as pessoas. O melhor seria tentar vivê-lo o mais normalmente possível, pôr as coisas em ordem, cumprir o dever diário e esperar na certeza de que um nível tão imperfeito se estava a acabar para passar a outro nível, para uma reintegração na Vida Universal de onde se saiu. 
 
É neste sentido que devemos viver, isto é, estar sempre preparado para a única certeza da vida – a morte. Sobretudo no cumprimento do dever, na consciência tranquila. 
 
Mas, porque a vida continua, temos sempre que olhar para longe. Podemos durar até aos 80 ou 90 anos, temos de constituir família, temos que ter emprego e ganhar dinheiro para assegurar o sustento, temos de educar os filhos, temos de ter poupanças para os imprevistos, temos de ser previdentes. E temos, sobretudo, de fazer isto tudo com a consciência tranquila de quem está a cumprir o seu dever. 
 
Quando Sérgio Godinho canta “Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida” – podemos perfeitamente raciocinar assim: o primeiro dia do resto da minha vida pode significar que é o último que vou viver e, por isso, tenho de o viver bem; e pode significar que ainda durarei e, portanto, tenho de viver a cem por cento a vida normal para, ao resto da minha vida, estar de consciência tranquila e com as mãos cheias. 
 
Há uma interligação profunda e indissolúvel nesta consciência do que é a vida. 
Resta-nos parar e Reflectir um pouco. 
 
M.Miquelina Lopes 

Colocada em 16-04-2009 20:08:21
 
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